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Geologia?
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Geologia é a ciência que estuda a Terra. Parece muito amplo, não?

E realmente é, trata-se de uma das mais abrangentes ciências naturais.

Os geólogos estudam a composição, a estrutura e a evolução do Globo Terrestre, bem como os processos que ocorrem no seu interior e superfície. Para a compreensão de disso tudo é necessário ao profissional um bom conhecimento de física, química, biologia e matemática.

De fato, existem muito mais coisas entre o céu e a Terra do que pode supor a nossa vã filosofia. São depósitos minerais, bacias petrolíferas, fraturas e falhas geológicas, lençóis freáticos, fósseis, poluição, cidades, seres vivos... É trabalho que não acaba mais - melhor para o geólogo.

Já deve ter dado para notar que a geologia não envolve apenas o estudo das rochas como muitos pensam. Seu conhecimento é de básico interesse científico, e é utilizado a serviço da humanidade. Os geólogos são capazes de identificar reservas minerais que possam ser extraídas, identificar zonas estáveis geologicamente falando sendo ideais para construções civis, e prever desastres naturais - como terremotos - que são associados as forças geodinâmicas. 

Mercado de Trabalho

Se você acha que calcita, dolomita, malaquita, selenita e celestita são os nomes das cinco filhas de um pai, no mínimo, de mau gosto, você pode até estar certo, sabe-se lá. Mas em tese, esses são alguns minerais com os quais o estudante de geologia vai entrar em contato em algum momento do curso. Mas não só com rochas trabalha um geólogo. Na verdade, como informa José Elói, coordenador do curso na UnB, o mercado de trabalho está em alta. "O mercado de trabalho da geologia é hoje comparado ao dos anos 70, auge da profissão".

O cenário mundial justifica: A China e a Índia crescem em ritmo de samba-enredo, 10,7 e expectativa de 9,2, respectivamente, em 2006. Esse crescimento faz dos grandalhões um dos maiores consumidores mundiais de minério, aço e petróleo, o que acaba fazendo a alegria dos geólogos daqui. É porque o Brasil é um fornecedor de destaque, principalmente em minério de ferro.

Quem representa a bola da vez é a gigante Vale do Rio Doce, que, no ano passado, se tornou a segunda maior companhia de mineração do mundo ao comprar a canadense Inco por US$ 17,6 bilhões, à vista. Isso sem contar a Petrobrás, que, como Elói comenta, todo ano abre concurso. "Além das tradicionais áreas de atuação, como mapeamento geológico, exploração mineral e geologia do petróleo, o mercado tem demandado profissionais em novas áreas aplicadas, como geologia ambiental, hidrogeologia, geoprocessamento e geologia urbana", anima José Elói (veja quadro).

Segundo o coordenador do curso da UnB, muitos vestibulandos se inscrevem para geologia sem nem saberem nada da profissão. Foi o que aconteceu com Gustavo Lopes, no sétimo semestre. Ele sempre quis estudar física, mas antes de fazer a escolha, conversou com alguns professores do curso na Universidade de Brasília. "Eles disseram que não seria o trabalho dinâmico que eu estava pensando, e sim algo mais acadêmico e me aconselharam a aplicar a física em outro curso", explica.

Ele pensou em vários alternativas. Escolheu geologia: "no primeiro semestre, já estava certo de minha escolha", confirma Gustavo. Hoje, o futuro geólogo faz estágio em uma empresa especializada em prospecção de ouro. Ele pretende trabalhar na área de Geofísica, como por exemplo, avaliar o impacto da extração de um mineral pesado no campo eletromagnético da Terra.

O que fez Gustavo gostar do curso foi o contato com todas as frentes de trabalho da geologia, desde o campo até o laboratório, "onde eu pudesse trabalhar com a física", diz. José Elói explica que, primeiramente, o aluno aprovado na UnB cursa matérias de física, química e matemática. Depois, ele parte para um conhecimento das bases da ciência, como tipos de rocha, estudo de fósseis, de relevo e paisagem e, ao final, cursa disciplinas especializadas como hidrogeologia, estudo de reservatórios de água subterrâneos, e física, química e economia aplicadas à geologia.


[Correio Braziliense]

'No período em que a indústria offshore ficou ociosa, os técnicos migraram para outros países. Agora, com a abertura do mercado , a demanda por técnicos especializados aumenta, assim como a dificuldade de encontrar esses profissionais', ressalta Miriam Adissi, diretora geral do Grupo Catho no Rio. Ela lembra que um geólogo com experiência na área de petróleo recebe US$ 5 mil por mês. 'No mercado tradicional, um geólogo não chega a ganhar US$ 3 mil'.

Gazeta Mercantil

A FGV divulgou no final de 2005 uma lista com os 40 profissionais mais bem pagos do país e sua média salarial. O geólogo ocupa um lugar de destaque (12o) entre estes profissionais, mas considerando os apenas graduados fica na 5a posição.

1o- Medicina (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 8.966,07

2o- Administração (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 8.012,10

3o- Direito (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 7.540,79

4o- Ciências econômicas e contábeis (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 7.085,24

5o- Engenharia (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 6.938,39

6o- Medicina (1o graduação)
Salário médio: R$ 6.705,82

7o- Outros cursos de engenharia (2o graduação)
Salário médio: R$ 6.141,05

8o- Engenharia mecânica (3o graduação)
Salário médio: R$ 5.576,49

9o- Engenharia civil (4o graduação)
Salário médio: R$ 5.476,85

10o- Outros cursos de mestrado ou doutorado
Salário médio: R$ 5.439,32

11o- Outros cursos de ciências exatas e tecnológicas, exclusive engenharia (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 5.349,96

12o- Geologia (5o graduação)
Salário médio: R$ 5.285,77

13o- Engenharia elétrica e eletrônica (graduação)
Salário médio: R$5.231,07

14o- Militar
Salário médio: R$ 5.039,14

15o- Ciências agrárias (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 5.028,37

16o- Outros cursos de ciências biológicas e da saúde (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 4.947,44

17o- Engenharia química e industrial (graduação)
Salário médio: R$ 4.844,92

18o- Outros cursos de ciências humanas e sociais (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 4.677,14

19o- Direito (graduação)
Salário médio: R$ 4.649,63

20o- Ciências econômicas (graduação)
Salário médio: R$ 4.644,67

21o- Agronomia (graduação)
Salário médio: R$ 4.356,56

22o- Propaganda e marketing (graduação)
Salário médio: R$ 4.199,05

23o- Odontologia (graduação)
Salário médio: R$ 4.075,63

24o- Administração (graduação)
Salário médio: R$ 4.006,61

25o- Outros cursos de ciências exatas e tecnológicas, exclusive engenharia (graduação)
Salário médio: R$ 3.949,86

26o- Curso superior de mestrado ou doutorado (ainda não concluído)
Salário médio: R$ 3.928,07

27o- Letras e artes (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 3.864,82

28o- Estatística (graduação)
Salário médio: R$ 3.846,21

29o- Arquitetura e urbanismo (graduação)
Salário médio: R$ 3.835,08

30o- Medicina veterinária (graduação)
Salário médio: R$ 3.758,94

31o- Física (graduação)
Salário médio: R$ 3.516,52

32o- Química (graduação)
Salário médio: R$ 3.516,52

33o- Comunicação social (graduação)
Salário médio: R$ 3.435,09

34o- Formação de professores de disciplinas especiais (graduação)
Salário médio: R$ 3.408,60

35o- Farmácia (graduação)
Salário médio: R$ 3.381,98

36o- Ciências da computação (graduação)
Salário médio: R$ 3.325,40

37o- Outros de ciências agrárias (graduação)
Salário médio: R$ 3.278,04

38o- Pedagogia (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 3.219,14

39o- Ciências contábeis e atuariais (graduação)
Salário médio: R$ 3.105,60

40o- Outros de ciências humanas e sociais (graduação)
Salário médio: R$ 3.099,10

Campos de Estudo da Geologia

Conheça algumas das áreas de estudo da Geologia:

- Geofísica
- Geoquímica
- Petrologia
- Mineralogia
- Gemologia
- Geologia Estrutural
- Sedimentologia
- Estratigrafia
- Paleontologia
- Geologia Econômica
- Hidrogeologia
- Geologia Ambiental
- Geologia do Petróleo
- Geologia Médica

- Geofísica - reconhece as propriedades físicas da Terra. Por exemplo, estudando o campo magnético terrestre ( intensidade, configuração e variação), o fluxo de calor interno da Terra, o movimento das ondas sísmica, que estão associadas aos terremotos. A geofísica combina geologia com física para solucionar problemas como encontrar reservas de gás, óleo, metais, água...

- Geoquímica - trata da química do planeta. E atualmente pode ser dividida em geoquímica sedimentar, geoquímica orgânica, o novo campo da geoquímica ambiental, e muitos outros. O grande interesse da geoquímica está na origem e evolução das principais classes de rochas e minerais. O geoquímico estuda especificamente os elementos da natureza - por exemplo, os ciclos geoquímicos do carbono, nitrogênio, fósforo e enxofre; distribuição e abundância de isótopos na natureza e a exploração geoquímica, também chamada de prospecção geoquímica, que é aplicada para a exploração mineral.

- Petrologia - do grego petros (rocha) + logos (conhecimento), é o ramo da geologia que trata da origem, ocorrência, estrutura e história das rochas. Existem três campos de estudo principais em petrologia: ígnea, sedimentar e metamórfica.

  • A petrologia ígnea foca a composição e textura de rochas ígneas (como o granito e o basalto, que cristalizam a partir de rocha fundida ou magma).
  • A petrologia sedimentar foca a composição e textura de rochas sedimentares (como o calcário e o arenito, compostas por partículas sedimentares cimentadas por uma matriz de material mais fino).
  • A petrologia metamórfica foca a composição e textura de rochas metamórficas (como o gneisse e o xisto, que começaram por ser rochas ígneas ou sedimentares mas que sofreram alterações químicas, mineralógicas ou texturais devido a temperaturas e/ou pressões extremas).

A petrologia faz uso da mineralogia, da petrografia microscópica e das análises químicas para descrever a composição e textura das rochas. Modernamente, são também aplicados os princípios da geoquímica e geofísica através do estudo de tendências e ciclos geoquímicos e da utilização de dados termodinâmicos em experiências com o objectivo de melhor compreender as origens das rochas.

- Mineralogia - é a ciência da terra que se dedica ao estudo da química, estruturas molecular e cristalina e propriedades físicas (incluindo ópticas e mecânicas) de minerais, bom como a sua génese, metamorfismo, evolução química e meteorização. A mineralogia começou por ter um carácter marcadamente taxonómico, isto e baseada na nomenclatura e classificação dos minerais, mas evoluiu para o campo da física aplicada, tendo hoje grande peso as áreas da cristalografia, da óptica, da simulação matemática e da nano-mecânica.

A mineralogia enquanto ciência surgiu por diferenciação no seio daquilo que se designou, desde o Renascimento até ao início do século XX, por história natural. Os minerais eram vistos como parte dos produtos da natureza, e a sua diversidade, e o conhecimento de que eram os blocos constituintes das rochas, levou a que considerável esforço fosse dedicado à sua colecção, catalogação e nomenclatura, seguindo de perto os esforços taxonómicos desencadeados nos diversos ramos daBiologia.

A primeira abordagem científica autónoma da mineralogia surgiu com Georg Bauer (1490-1555), um humanista e homem de ciência da Saxónia, que latinizou o seu nome para Georg Agricola, que a partir da observação dos produtos da mineração alemã, iniciou a sistematização do conhecimento dos minerais. É por isso justamente conhecido pelo pai da mineralogia.

A partir daí, o interesse pela mineralogia expandiu-se rapidamente para cerca de um século depois ser comum nas cortes europeias e nas nascentes academias de ciências existirem Gabinetes de Mineralogia, onde extensas colecção de minerais eram mantidas e estudadas.

O passo seguinte deu-se com os avanços na cristalografia, nos quais assume particular relevo o postulado dos índices racionais por René Just Haüy e todos os desenvolvimentos teóricos que esta descoberta desencadeou.

Mais recentemente, devido à disponibilidade de técnicas que permitem estudar a estrutura atómica dos materiais, tais como a difracção de neutrões, e de capacidade de cálculo automático que permite a simulação dos processos atómicos e do comportamento físico dos cristais, a mineralogia abandonou a sua visão puramente taxonómica e cristalográfica, para se diversificar em múltiplas áreas da Química e da Física, com destaque para os campos vulgarmente designados por ciência dos materiais, química inorgânica e física do estado sólido.

Mantém contudo o seu centro de interesse em torno das estruturas cristalinas mais comuns nos minerais que formam as rochas (com destaque para os silicatos mais comuns, as argilas e as perovskites e minerais similares).

Um campo que tem registado grandes avanços é a compreensão da relação entre as estruturas cristalinas à escala atómica dos minerais e as suas características físicas e função na composição das rochas e nos processos de litificação.

Tal compreensão tem levado à determinação precisa das propriedades elásticas e de resistência à degradação dos minerais, o que por sua vez tem permitido uma melhor compreensão do comportamento mecânico das rochas, com impacte sobre o estudo do mecanismo focal dos sismos e sobre a propagação das ondas sísmicas. Essa mesma compreensão permitiu reinterpretar a informação tomográfica obtida com os sismos sobre o interior da Terra, redefinindo o conhecimento sobre o manto, o núcleo e outras estruturas do interior do planeta.

Neste aspecto, ao focar a actividade da mineralogia no estudo da relação entre os fenómenos à escala atómica dos minerais e as propriedades macroscópicas das rochas que estes constituem, as ciências minerais (mineral science), como agora são chamadas, aproximam-se cada vez mais da ciência dos materiais, especializando-se nos materiais silicatados, os mais abundantes constituintes do planeta.

A preocupação taxonómica que dominou a maior parte da história da mineralogia, e que ainda é importante na comunidade científica, levou ao surgimento da Associação Mineralógica Internacional (IMA), uma federação das organizações representativas dos mineralogistas nos diversos países e regiões. As suas actividades incluem o registo e controle dos nomes dos minerais (através das Comissões de Novos Minerais e de Nomenclatura Mineral), a garantia de localização, acessibilidade e registo do espécime tipo utilizado para a descrição dos minerais conhecidos, e outras tarefas destinadas a garantir a homogeneidade das designações e a fidelidade das descrições.

Em 2004, encontravam-se validados pela IMA mais de 4000 espécies de minerais. Destes, cerca de 150 são considerados comuns, outros 50 são ocasionais, sendo os restantes considerados raros ou extremamente raros.

- Gemologia é uma especialidade da geologia que estuda o caráter físico e químico dos materiais de valores gemológicos, sejam esses de origem inorgânica ou origem orgânica e que se prestam a adorno pessoal ou decoração de ambiente. Para que algo seja consagrado como material gemológico, é preciso que apresentem simultaneamente beleza, raridade e durabilidade.

- Geologia estrutural - estuda a geometria dos corpos rochosos, sua distribuição espacial em três dimensões, e os processos de deformação que produzem as estruturas geológicas. As estruturas geológicas podem ser primárias, que são aquelas originadas na formação das rochas sedimentares e ígneas, tais como a estratificação sedimentar e estruturas de fluxo em magmas, e tectônicas, que são originadas por deformação das rochas sobre a ação de forças. Os geólogos estruturais são capacitados para localizar armadilhas estruturais que podem conter petróleo.

- Geotectônica é um ramo da geologia que, de um modo geral, estuda as estruturas da crusta terrestre (ou de outros planetas), em particular as forças e movimentos ocorridos numa dada região e que deram origem a tais estruturas. Relaciona-se diretamente com a geologia estrutural, mas a tectónica estuda estruturas a uma escala muito maior.

A tectónica debruça-se sobre as orogenias e desenvolvimento de cratões e afloramentos tectónicos bem como sobre terramotos e arcos vulcânicos que afectam de uma forma directa uma parte significativa das populações mundiais. Os estudos tectónicos são também importantes na compreensão de padrões de erosão na geomorfologia e como orientação para o geólogo econômico que procura petróleo ou minérios metálicos.

Desde a década de 1960, a tectónica de placas tornou-se a teoria dominante para a explicação da origem e forças responsáveis pelas características tectónicas dos continentes e bacias oceânicas.

- Sedimentologiaé a disciplina que estuda as partículas de sedimentos derivados da erosão de rochas ou de materiais biológicos que podem ser transportados por um fluido, levando em conta os processo hidroclimatológicos, com ênfase à relação água-sedimento, ou outros aspéctos geológicos.

Um dos principais motivos de sua importância, é devido ao fato dos sedimentos serem prejudiciais a projetos e operações de obras hidráulicas, bem como conservação das terras e recursos hídricos . Um dos pioneiros no estudo da sedimentologia foi o engenheiro hidráulico Hans Albert Einstein, filho do famoso físico Albert Einstein. Sua tese foi sobre o estudo dos fenômenos de transporte de materiais sólidos (sedimentos) nos rios que resultou num modelo matemático conhecido como Método de Einstein para cálculo de transporte sólido nos rios, muito utilizado em Hidrologia e em Sedimentologia , posteriormente modificado por outros hidráulicos e hidrólogos, entre os quais o russso Kalinsky e o português Veiga da Cunha do LNEC, em Lisboa. Sobre o relacionamento com o pai, Albert Einstein, ele declarou ao New York Times em 1973: "Provavelmente o único projeto do qual ele desistiu fui eu. Ele tentou me dar conselhos, mas logo descobriu que eu era cabeça-dura demais e que ele estava apenas perdendo tempo." Um dos conselhos do pai foi para que ele desistisse de estudar os fenômenos de transporte sólido nos rios e se dedicasse a física quântica, "pois este era assunto menos complicado do que a sedimentologia dos rios" . Alguns hidráulicos brasileiros trabalharam com modelos físicos de sedimentologia em Laboratórios de Hidráulica Fluvial, entre os quais Díocles Rondon, Jorge Rios e Alfredo Ribeiro da Costa.

No Brasil o seu estudo tem grande importância por causa de inteferências antrópicas, como por exemplo, mau uso do solo, causando diversos problemas pela erosão, transporte de sedimentos nos rios, depósitos em locais indesejáveis e assoreamento.

A deposição de sedimentos em reservatórios é um grande problema no país, pois a maioria da energia consumida vem de usinas hidroelétricas. No caso da Usina hidrelétrica de Tucuruí, por exemplo, foi calculado em 400 anos o tempo necessário para o assoreamento total do reservatório da barragem.

- Estratigrafia é o ramo da geologia que estuda as seqüências de camadas de rochas, buscando determinar os processos e eventos que as formaram. A estratigrafia inclui dois subcampos, a litoestratigrafia e bioestratigrafia. A primeira se baseia na análise das propriedades físicas e químicas das rochas; a segunda, no estudo das evidências fósseis gravadas nas rochas. A partir das descobertas nessas duas áreas, criou-se uma escala de tempo geológico, que serve de referencial temporal não só à geologia como também à paleontologia.

- Paleontologia- é uma ciência que interage com a biologia e a geologia. É o estudo dos fósseis, ou seja, restos de seres vivos ou vestígios de vida de organismos que existiram durante a história da vida na Terra, e que se encontram preservados no registro geológico, ou seja rochas, sedimentos, gelo ou âmbar.

A partir dos fósseis, rochas devem ser calcárias e a evolução dos seres vivos fossilizados até aos atuais pode ser melhor compreendida. Inversamente, com base na frase "o presente é a chave do passado" de Charles Lyell, a partir dos seres vivos atuais pode-se extrapolar algo sobre os fósseis, como o modo de vida, alimentação, de locomoção e de reprodução, dentre outros. A partir dos fósseis pode-se fazer a datação relativa das rochas sedimentos sedimentares] e correlações entre rochas de locais distantes.

Por vezes, divide-se a paleontologia em dois ramos:
  • a paleozoologia - estudo dos fósseis de animais, e
  • a paleobotânica - estudo dos fósseis de plantas.

Também é possivel dividir a paleontologia em:

  • Macropaleontologia - que estuda os fósseis visíveis a olho nú.
  • Micropaleontologia - que estuda os fósseis de organismos que necessitem de microscópio para serem visualizados.

Ainda se faz uma subdivisão da paleobotânica e da micropaleontologia constituindo a palinologia, que se dedica ao estudo de pólen e esporos fossilizados.

Esta divisão provém do facto de durante muitos anos os seres vivos serem classificados quer como plantas - e estudados pelos botânicos - quer como animais - estudados pelos zoologistas.

Vale lembrar que ainda há outra especialidade da paleontologia que é a paleoecologia, que estuda como foram as interações entre os seres vivos entre si e com o seu ambiente.

Os arqueólogos diferenciam-se dos paleontólogos porque trabalham com restos de seres humanos e vestigios da sua atividades. Normalmente, procuram comprender as atividades humanas em determinado período da história da Terra. A paleontologia estuda todos os organismos que viveram na Terra, incluindo a evolução primata-homem, mas não o ser humano como o conhecemos hoje, pois o estudo antropológico e cultural se restringe à arqueologia. A paleontologia estuda organismos mortos ate 11.000 anos, pois nem todo resto de ser vivo preservado em sedimentos, rochas, gelo e âmbar é um fóssil.

Cronologia das principais descobertas

  • 1824, Reino Unido - A primeira espécie de dinossauro é descrita: Megalosaurus bucklandi, um carnívoro de 9 metros.
  • 1825, Reino Unido - O segundo dino é descrito. Chama-se Iguanodon bernissartensis. Ainda não havia a palavra "dinossauro" para nomear a espécie.
  • 1833, Reino Unido - O terceiro dinossauro descrito é um herbívoro encouraçado, tratando-se do britânico Hylaeosaurus armatus.
  • 1842, Reino Unido - Sir Richard Owen cunha a palavra "dinossauro" ("lagarto terrível") para agrupar animais como o Megalosaurus, o Iguanodon e o Hylaeosaurus.
  • 1861, Alemanha - Foi descrito o fóssil da Archaeopteryx lithographica, considerada até então a mais antiga ave conhecida.
  • 1905, EUA - Tyrannosaurus rex é descrito, após seus restos serem coletados no oeste norte-americano. Especialistas ficaram tão espantados com o tamanho e a aparência deste carnívoro que colocaram o nome de "lagarto tirano rei".
  • 1915, Egito - Paleontólogos europeus resgatam toneladas de fósseis de dinossauros. Um dos mais curiosos é o Spinosaurus aegyptiacus, dotado de longo focinho e vela dorsal. O material original --o mais completo já resgatado desta espécie-- foi destruído durante a Segunda Guerra Mundial, num bombardeio ao museu alemão onde estava guardado.

Década de 1940 e de 50, Brasil - Llewellyn Ivor Price registra os primeiros fósseis de dinossauros encontrados em território brasileiro.

  • 1969, EUA - John Ostrom, paleontólogo norte-americano, descreve um pequeno e ágil dinossauro carnívoro, o Deinonychus antirrophus. Ostrom encontrou incríveis semelhanças entre o Deinonychus e o Archaeopteryx, retomando a questão da afinidade entre aves e dinossauros.
  • 1970, Brasil - O primeiro dinossauro brasileiro ganha nome e sobrenome: Staurikosaurus pricei. É um dos mais antigos dinossauros conhecidos e importante no debate sobre a origem desse grupo de animais no planeta.
  • 1978, EUA - Centenas de fósseis de uma mesma espécie de dinossauro, juntamente com ninhos e filhotes recém-nascidos, são encontrados num vale. Os animais morreram juntos por conta de uma grande erupção vulcânica. O achado indica que algumas espécies viviam em grupos sociais e cuidavam de seus filhotes. Ganhou o nome de Maiasaura ("lagarto boa mãe").
  • 1993, Argentina - O maior dinossauro descoberto até então é anunciado por paleontólogos argentinos: Argentinosaurus huinculensis. Estima-se que tenha ultrapassado os 35m de comprimento e as 100 toneladas.
  • 1995, Argentina - Paleontólogos argentinos descrevem o Giganotosaurus carolini, um carnívoro gigante, cujo tamanho ultrapassava o do próprio Tyrannosaurus rex.
  • 1996, China - Paleontólogos chineses descrevem o Sinosauropteryx prima. Este pequeno carnívoro, encontrado em rochas de 135 milhões de anos, tinha em seus fósseis impressões de uma fina penugem.
  • 1999, China - Outro importante dino chinês é descrito: o Sinornithosaurus milenii. Era do grupo dos dromeossauros, ao qual pertencem o Velociraptor e o Deinonychus. O pequeno animal tinha o corpo coberto por penas. Pensou-se pela primeira vez na possibilidade de que seus 'primos' também as tivessem.
  • 2005, Alemanha - Um novo exemplar de Archaeopteryx é descrito por norte-americanos. A similaridade com o grupo dos dromessouros demonstra que alguns dinos teriam sido ancestrais diretos das aves.
  • 2006, Brasil - Mais um dinossauro ancestral é descoberto : O Sacissaurus. O nome é bem sugestivo, já que o dinossauro foi encontrado com uma perna ! O Sacissaurus era carnívoro.
- Geologia Econômica - envolve a aplicação de princípios geológicos para o estudo do solo, rochas, água subterrânea para saber como devem influir no planejamento e construção de estruturas de engenharia.

- Hidrogeologia - é o ramo da geologia e da hidrologia que estuda as águas subterrâneas quanto ao seu movimento, volume, distribuição e qualidade.

Conforme o tipo de rocha a água nela armazenada comporta-se de maneira diferente. Em rochas porosas a velocidade de deslocamento e capacidade de armazenamento são maiores que em rochas cristalinas. Através da hidrogeologia é possível verificar a vazão de poço, a recarga do aqüífero e outras informações necessárias ao bom aproveitamento e proteção destes depósitos subterrâneos de água. O ramo da hidrogeologia que se dedica ao estudo da componente dinâmica das águas subterrâneas é a hidrodinâmica.

O ramo de hidrogeologia que se dedica à componente química das águas subterrâneas é a hidroquímica e o ramo que se dedica ao estudo da inter-relação química entre as águas subterrâneas e as rochas é designado por hidrogeoquímica. Com base na mineralogia e no grau de alterabilidade dos minerais das rochas é possível prever a qualidade química natural de uma água subterrânea, a qual é definida pela importância relativa dos principais elementos químicos dissolvidos que a água apresenta, sódica, cálcica ou magnesiana, para os cations, cloretada, bicarbonatada ou sulfatada, para os anions.

Outros ramos da hidrogeologia dedicam-se a tipos especiais de águas (termais, minerais, por exemplo) ou a tipos de actividades específicas, caso da hidrogeologia mineira, onde os estudos se centram na tentativa de evitar que as águas subterrâneas prejudiquem o funcionamento de minas (por vezes com fortes inundações que prejudicam os trabalhos mineiros e têm consequências económicas graves na indústria mineira). Esse mesmo ramo da hidrogeologia dedica-se também ao estudo da contaminação mineira das águas subterrâneas e ao estudo dos resíduos líquidos provenientes de escombreiras, com o desenvolvimento de soluções que possam minimizar ou evitar as consequências para o ambiente dos resultados dessa contaminação (águas de mina).

- Geologia Ambiental - esse é um campo relativamente novo responsável pela coleta e análise de dados geológicos para evitar ou solucionar problemas oriundos intervenção humana no meio ambiente. Um dos seus ramos é o da Geologia Urbana, que trata dos impactos, geralmente caóticos, gerados sobre o meio ambiente, quando o incontrolável crescimento das cidades agride o ambiente ocasionando catástrofes que afetam diretamente a qualidade de vida da população.  

O Geólogo Ambiental possui como principais atribuições a caracterização de zonas ambientalmente desqualificadas, que coloquem em risco o homem o meio ambiente. Esta caracterização tem em vista a qualidade ambiental do ar, do solo, da água quer subterrânea e superficial, do ruído e a integração destas componentes na a vida do homem. Nesta perspectiva o Geólogo Ambiental tem como preocupação o ordenamento do território, e a previsão de locais potencialmente sujeitos a catástrofes tais como sismos, tsunamis, movimentos de massa, etc. Promove também a remediação de antigas minas, depósitos abandonados de material mineiro (escombreiras), e aterros.

- Geologia do Petróleo - Na aplicação de estudos geológicos para prospecção e pesquisa de petróleo são utilizados diversos métodos geofísicos (sísmica, gravimentria, magnetometria, imagens de satélite). O petróleo é encontrado tanto no subsolo marinho como terrestre, sobretudo nas bacias sedimentares, mas também em rochas do embasamento cristalino. São estudadas as rochas reservatórios e rochas selantes através de sedimentologia e estratigrafia, e na caracterização das armadilhas os estudos das estruturas que permitem acumulações econômicas. Na perfuração de um poço de petróleo são descritas as rochas atravessadas, buscando também indícios de hidrocarbonetos. Posteriormente são utilizadas ferramentas que investigam propriedades radioativas, elétricas, magnéticas e elásticas das rochas da parede do poço (perfilagem) as quais permitem identificar e avaliar a presença de hidrocarbonetos.

Existem algumas evidências de que o petróleo pudesse ser formado pela transformação de matéria orgânica proveniente da superfície terrestre, a qual foi depositada na forma de sedimentos em regiões anóxicas (sem oxigênio)no passado geológico, constituindo uma acepção ortodoxa e ainda muito popular para a origem do petróleo. Entretanto há outras teorias sobre a formação do petróleo, a teoria abiogênica explica que algumas moléculas biológicas presentes no petróleo são devido à contaminação e que tanto o petróleo como gás natural são materiais primordiais que, num certo grau, foram retrabalhados a baixas pressões, sobretudo nas bacias sedimentares. A medida em que evoluem os conhecimentos, como por exemplo, os avanços na astronomia, astrofísica, os cálculos termodinâmicos, estudos de geoquímica da terra, investigações oceanográficas entre outros, para alguns estudiosos torna-se mais evidente a origem inorgânica do petróleo.

O petróleo é encontrado sobretudo ao longo de grandes estruturas presentes na crosta terrestre, sendo que a tais estruturas associam-se falhas profundas que comunicam com o manto da terra, isto é, zonas de subducção, colisão continental (limites de placas convergentes) e riftes (limites de placas divergentes). Nesses locais formam-se bacias sedimentares que possuem rochas reservatórios (permeáveis) e rochas selantes (impermeáveis). As reativações tectônicas ocorridas ao longo da evolução das bacias sedimentares permitem a ascensão de hidrocarbonetos primordiais através de importantes falhas. Bactérias interagem com hidrocarbonetos acumulados e pode resultar óleos com diversos tipos de qualidades (leves ou pesados).

- Geologia Médica é uma área recente da geologia que está em franca expansão. É uma disciplina que estuda a influência de fatores geológicos ambientais sobre a saúde humana e dos animais. Como exemplos, tem-se a exposição excessiva ou a deficiência de elementos e minerais; a inalação de poeiras minerais provenientes de emissões vulcânicas; o transporte, as modificações e a concentração de compostos orgânicos; a exposição a micróbios, entre outras complicações na saúde relacionadas às condições geológicas.


Aprofundando seus conhecimentos

Geologia, do grego γη- (ge-, "a terra") e λογος (logos, "palavra", "razão"), é a ciência que estuda a Terra, sua composição, estrutura, propriedades físicas, história e os processos que lhe dão forma. É uma das Ciências da Terra. A Geologia foi essencial para determinar a idade da Terra, que se calculou ter cerca de 4.6 mil milhões (br. bilhões) de anos e a desenvolver a teoria que afirma que a litosfera terrestre se encontra fragmentada em várias placas tectónicas e que se deslocam sobre o manto superior fluido e viscoso (astenosfera) de acordo com um conjunto de processos denominado tectónica de placas. O geólogo ajuda a localizar e a gerir os recursos naturais, como o petróleo e o carvão, assim como metais como o ferro, cobre e urânio, por exemplo. Muitos outros materiais possuem interesse económico: as gemas, bem como muitos minerais com aplicação industrial, como asbesto, pedra pomes, perlita, mica, zeólitos, argilas, quartzo ou elementos como o enxofre e cloro.

A Astrogeologia é o termo usado para designar estudos similares de outros corpos do sistema celestes.

A palavra "geologia" foi usada pela primeira vez por Jean-André Deluc em 1778, sendo introduzida de forma definitiva por Horace-Bénédict de Saussure em 1779.

A Geologia relaciona-se directamente com muitas outras ciências, em especial com a Geografia, e Astronomia. Por outro lado a Geologia serve-se de ferramentas fornecidas pela Química, Física e Matemática, entre outras, enquanto que a Biologia e a Antropologia servem-se da Geologia para dar suporte a muitos dos seus estudos.

História

Na China, Shen Kua (1031 - 1095) formulou uma hipótese de explicação da formação de novas terras, baseando-se na observação de conchas fósseis de um estrato numa montanha localizada a centenas de quilómetros do oceano. O sábio chinês defendia que a terra formava-se a partir da erosão das montanhas e pela deposição de silte.

A obra, Peri lithon, de Teofrasto (372-287), estudante de Aristóteles permaneceu por milénios como obra de referência na ciência. A sua interpretação dos fósseis apenas foi revogada após a Revolução científica. A sua obra foi traduzida para latim, bem como para outras línguas europeias.

O médico Georg Agricola (1494-1555) escreveu o primeiro tratado sobre mineração e metalurgia, De re metallica libri XII 1556 no qual se podia encontrar um anexo sobre as criaturas que habitavam o interior da Terra (Buch von den Lebewesen unter Tage). A sua obra cobria temas como a energia eólica, hidrodinâmica, transporte e extracção de minerais, como o alumínio e enxofre.

Nicolaus Steno (1638-1686) foi o autor de vários princípios da geologia como o princípio da sobreposição das camadas, o princípio da horizontalidade original e o princípio da continuidade lateral, três princípios definidores da Estratigrafia.

O Geólogo, Pintura do séc. XIX por Carl Spitzweg.
O Geólogo, Pintura do séc. XIX por Carl Spitzweg.

James Hutton é visto frequentemente como o primeiro geólogo moderno. Em 1785 apresentou uma teoria intitulada Teoria da Terra (Theory of the Earth) à Sociedade Real de Edimburgo. Na sua teoria, explicou que a Terra será muito mais antiga do que tinha sido suposto previamente, a fim de permitir "que houvesse tempo para para ocorrer erosão das montanhas de forma a que os sedimentos originassem novas rochas no fundo do mar, que ulteriormente foram levantadas e constituíram os continentes." Hutton publicou uma obra com dois volumes acerca desta teorias em 1795.

Em 1811 George Cuvier e Alenxandre Brongniart publicaram a sua teoria sobre a idade da Terra, baseada na descoberta, por Cuvier, de ossos de elefante em Paris. Para suportar a sua teoria os autores formularam o princípio da sucessão estratigráfica.

Em 1830 Sir Charles Lyell publicou pela primeira vez a sua famosa obra Princípios da Geologia, publicando contínuas revisões até à sua morte em 1875. Lyell promoveu com sucesso durante a sua vida a doutrina do uniformitarismo, que defende que os processos geológicos são lentos e ainda ocorrem nos dias hoje. No sentido oposto, a teoria do catastrofismo defendia que as estruturas da Terra formavam-se em eventos catastróficos únicos, permanecendo inalteráveis após esses acontecimentos.

Durante o século XIX a geologia debateu-se com a questão da idade da Terra. As estimativas variavam entre alguns milhões e os 100.000 mil milhões de anos. No século XX o maior avanço da geologia foi o desenvolvimento da teoria da tectónica de placas nos anos 60. A teoria da deriva dos continentes foi inicialmente proposta por Alfred Wegener e Arthur Holmes em 1912, mas não foi totalmente aceite até a teoria da tectónica de placas ser desenvolvida.

Importantes princípios da geologia

A geologia rege-se por princípios que permitem, por exemplo, ao observar a disposição actual de formações estabelecer a sua idade relativa e a forma como foram criadas.

Princípio da Sobreposição das Camadas

Segundo este princípio, em qualquer sequência a camada mais jovem é aquela que se encontra no topo da sequência. As camadas inferiores são progressivamente mais antigas. Este princípio pode ser aplicado em depósitos sedimentares formados por acresção vertical, mas não naqueles em que a acresção é lateral (por exemplo em terraços fluviais). O princípio da sobreposição das camadas é válido para as rochas sedimentares e vulcânicas que se formam por acumulação vertical de material, mas não pode ser aplicado a rochas intrusivas e deve ser aplicado com cautela às rochas metamórficas.

Princípio da Horizontalidade Original

O princípio da horizontalidade original afirma que a deposição de sedimentos ocorre em leitos hotizontais. A observação de sedimentos marinhos e não marinhos numa grande variedade de ambientes suporta a generalização do princípio.

Princípio das Relações de Corte

Este princípio, introduzido por James Hutton, afirma que uma rocha ígnea intrusiva ou falha que corte uma sequência de rochas, é mais jovem que as rochas por ela cortadas. Esse princípio permite a datação relativa de eventos em rochas metamórficas, ígneas e sedimentares, sendo fundamental para o trabalho em terrenos orogênicos jovens e antigos. Este princípio é válido para qualquer tipo de rocha cortada por umas das estruturas acima relacionadas.

Princípio dos Fragmentos Inclusos

Este princípio de datação relativa diz que os fragmentos de rochas inclusas em corpos ígneos (intrusivos ou não) são mais antigos que as rochas ígneas nas quais estão inclusos. Este princípio, juntamente com o princípio das relações de corte, é fundamental em áreas formadas por grandes corpos intrusivos permitindo a datação relativa não só de rochas estratificadas, mas também de rochas ígneas e metamórficas.

Princípio da Sucessão Faunística

O Princípio da Sucessão Faunística diz que os grupos de fósseis (animal ou vegetal) ocorrem no registro geológico segundo uma ordem determinada e invariável, de modo que, se esta ordem é conhecida, é possível determinar a idade relativa entre camadas a partir de seu conteúdo fossilífero. Esse princípio, inicialmente utilizado como um instrumento prático, foi posteriormente explicado pela Teoria da Evolução de Charles Darwin. Diversos períodos marcados por extinção de grande parte do conteúdo fossilífero são conhecidos na história da Terra e levaram ao desenvolvimento da Teoria do Catastrofismo.


Escala de tempo geológico

Escala de tempo geológico representa a linha do tempo desde o presente até a formação da Terra, dividida em éons, eras, períodos, épocas e idades, que se baseiam nos grandes eventos geológicos da história do planeta. Embora devesse servir de marco cronológico absoluto à Geologia, não há concordância entre cientistas quanto aos nomes e limites de suas divisões. A versão aqui apresentada baseia-se na edição de 2004 do Quadro Estratigráfico Internacional da Comissão Internacional sobre Estratigrafia da União Internacional de Ciências Geológicas.

Duração de cada período

Éon Era Período Época Idade Duração
Fanerozóico Cenozóico Neogeno Holoceno 0 – 11,5 Ka
Pleistoceno Superior 11,5 – 126 Ka
Médio 126 – 781 Ka
Inferior 0,781 – 1,806 Ma
Plioceno Gelasiano 1,806 – 2,588 Ma
Piacenziano 2,588 – 3,6 Ma
Zancleano 3,6 – 5,332 Ma
Mioceno Messiniano 5,332 – 7,246 Ma
Tortoniano 7,246 – 11,608 Ma
Serravalliano 11,608 – 13,65 Ma
Langhiano 13,65 – 15,97 Ma
Burdigaliano 15,97 – 20,43 Ma
Aquitaniano 20,43 – 23,03 Ma
Paleogeno Oligoceno Chattiano 23,03 – 28,4 Ma
Rupeliano 28,4 – 33,9 Ma
Eoceno Priaboniano 33,9 – 37,2 Ma
Bartoniano 37,2 – 40,4 Ma
Lutetiano 40,4 – 48,6 Ma
Ypresiano 48,6 – 55,8 Ma
Paleoceno Thanetiano 55,8 – 58,7 Ma
Selandiano 58,7 – 61,7 Ma
Daniano 61,7 – 65,5 Ma
Mesozóico Cretáceo Superior Maastrichtiano 65,5 – 70,6 Ma
Campaniano 70,6 – 83,5 Ma
Santoniano 83,5 – 85,8 Ma
Coniaciano 85,8 – 89,3 Ma
Turoniano 89,3 – 93,5 Ma
Cenomaniano 93,5 – 99,6 Ma
Inferior Albiano 99,6 – 112 Ma
Aptiano 112 – 125 Ma
Barremiano 125 – 130 Ma
Hauteriviano 130 – 136,4 Ma
Valanginiano 136,4 – 140,2 Ma
Berriasiano 140,2 – 145,5 Ma
Jurássico Superior Tithoniano 145,5 – 150,8 Ma
Kimmeridgiano 150,8 – 155,7 Ma
Oxfordiano 155,7 – 161,2 Ma
Médio Calloviano 161,2 – 164,7 Ma
Bathoniano 164,7 – 167,7 Ma
Bajociano 167,7 – 171,6 Ma
Aaleniano 171,6 – 175,6 Ma
Inferior Toarciano 175,6 – 183 Ma
Pliensbachiano 183 – 189,6 Ma
Sinemuriano 189,6 – 196,5 Ma
Hettangiano 196,5 – 199,6 Ma
Triássico Superior Rhaetiano 199,6 – 203,6 Ma
Noriano 203,6 – 216,5 Ma
Carniano 216,5 – 228 Ma
Médio Ladiniano 228 – 237 Ma
Anisiano 237 – 245 Ma
Inferior Olenekiano 245 – 249,7 Ma
Induano 249,7 – 251 Ma
Paleozóico Permiano Lopingiano Changhsingiano 251 – 253,8 Ma
Wuchiapingiano 253,8 – 260,4 Ma
Guadalupiano Capitaniano 260,4 – 265,8 Ma
Wordiano 265,8 – 268,0 Ma
Roadiano 268,0 – 270,6 Ma
Cisuraliano Kunguriano 270,6 – 275,6 Ma
Artinskiano 275,6 – 284,4 Ma
Sakmariano 284,4 – 294,6 Ma
Asseliano 294,6 – 299 Ma
Carbonífero Pennsylvaniano Gzheliano 299 – 303,9 Ma
Kasimoviano 303,9 – 306,5 Ma
Moscoviano 306,5 – 311,7 Ma
Bashkiriano 311,7 – 318,1 Ma
Mississippiano Serpukhoviano 318,1 – 326,4 Ma
Viseano 326,4 – 345,3 Ma
Tournaisiano 345,3 – 359,2 Ma
Devoniano Superior Famenniano 359,2 – 374,5 Ma
Frasniano 374,5 – 385,3 Ma
Médio Givetiano 385,3 – 391,8 Ma
Eifeliano 391,8 – 397,5 Ma
Inferior Emsiano 397,5 – 407,0 Ma
Pragiano 407,0 – 411,2 Ma
Lochkoviano 411,2 – 416 Ma
Siluriano Pridoli 416 – 418,7 Ma
Ludlow Ludfordiano 418,7 – 421,3 Ma
Gorstiano 421,3 – 422,9 Ma
Wenlock Homeriano 422,9 – 426,2 Ma
Sheinwoodiano 426,2 – 428,2 Ma
Llandovery Telychiano 428,2 – 436 Ma
Aeroniano 436 – 439 Ma
Rhuddaniano 439 – 443,7 Ma
Ordoviciano Superior Hirnantiano 443,7 – 445,6 Ma
 ? 445,6 – 455,8 Ma
 ? 455,8 – 460,9 Ma
Médio Darriwiliano 460,9 – 468,1 Ma
 ? 468,1 – 471,8 Ma
Inferior  ? 471,8 – 478,6 Ma
Tremadociano 478,6 – 488,3 Ma
Cambriano Superior  ? 488,3 – ? Ma
Paibiano  ? – 501 Ma
Médio  ? 501 – ? Ma
 ?  ? – 513 Ma
Inferior  ? 513 – ? Ma
 ?  ? – 542 Ma
Proterozóico Neoproterozóico Ediacarano 542 – 630 Ma
Criogeniano 630 – 850 Ma
Toniano 0,85 – 1 Ga
Mesoproterozóico Steniano 1 – 1,2 Ga
Ectasiano 1,2 – 1,4 Ga
Calymmiano 1,4 – 1,6 Ga
Paleoproterozóico Statheriano 1,6 – 1,8 Ga
Orosiriano 1,8 – 2,05 Ga
Rhyaciano 2,05 – 2,3 Ga
Sideriano 2,3 – 2,5 Ga
Arqueano Neoarqueano 2,5 – 2,8 Ga
Mesoarqueano 2,8 – 3,2 Ga
Paleoarqueano 3,2 – 3,6 Ga
Eoarqueano 3,6 – 3,85 Ga
Hadeano 3,85 – 4,57 Ga

[editar] Escala de tempo (antes do presente):

  • 1 Ka = 103 (um milhar de) anos;
  • 1 Ma = 106 (um milhão de) anos;
  • 1 Ga = 109 (um bilhão de) anos.

Milhões de Anos


Notas

  1. A escala de tempo geológica é distorcida, ampliando-se em direção ao presente. Isso se dá, em parte, porque há mais informações nas camadas de rochas recentes, que assim requerem estudos mais detalhados. Mas também porque, quando se estuda o passado, tende-se a sobrevalorizar o que está mais próximo do presente.
  2. As datas são aproximadas, devido à incerteza da datação radiométrica e ao problema de que os depósitos nem sempre são examinados no lugar apropriado da camada geológica que se deseja datar. Os limites de algumas divisões mais antigas ainda carecem de definição. Algumas divisões sequer foram oficialmente nomeadas.
  3. Os períodos do Proterozóico não são divididos em épocas, assim como as eras do Arqueano não o são em períodos. Quanto mais se retrocede no tempo, menos informações as camadas geológicas revelam que permitam justificar subdivisões detalhadas.
  4. O Hadeano a rigor não pode ser considerado um éon geológico, porque não há rochas tão antigas para caracterizá-lo adequadamente. Apesar de não constar do Quadro Estratigráfico Internacional, é reconhecido como o marco zero da Escala de Tempo Geológico por várias outras fontes.
  5. O conjunto dos éons anteriores ao Fanerozóico – Proterozóico, Arqueano e Hadeano – é tradicionalmente chamado Pré-Cambriano. Apesar de constar do Quadro Estratigráfico Internacional, não é um éon nem uma era, como se costuma encontrar na literatura especializada, mas sim um conjunto de éons.
  6. Os antigos períodos Terciário e Quaternário da era Cenozóica foram abolidos, e suas épocas redistribuídas entre os novos períodos Paleogeno e Neogeno.
  7. O antigo período Vendiano do Neoproterozóico foi renomeado para Ediacarano.



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