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18/02/2009

Petrobras amplia investimentos além de gigantes do setor

O presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), João Carlos de Luca, revelou que a Petrobras é um oásis no panorama mundial da indústria do petróleo. Com base em dados da consultoria inglesa Barclay"s, informou que, de 2008 para 2009, a estatal brasileira elevará em 39% suas aplicações em exploração e produção, atingindo US$ 20,9 bilhões este ano, contra US$ 15 bilhões no ano passado. A estatal mexicana Pemex elevará seus investimentos em E & P em 5%, enquanto a gigante Shell os diminuirá em 7%. A russa Gasprom aplicará mais 2%, enquanto a Saudi Aramco registrará queda de 15%. A líder mundial Exxon Mobil ficará quase estável, com redução de 0,3% nos investimentos em E & P em 2009, em comparação com 2008.


Devido à crise, de Luca - que preside a espanhola Repsol YPF Brasil - cita que uma das táticas do mercado será a compra de reservas já conhecidas. Outro movimento será no sentido de se pagar menos a estaleiros e fornecedores em geral - seja para aluguel ou compra de equipamentos e serviços - pois todo o mundo sabe que o preço do barril caiu de US$ 147 para cerca de US$ 45, após ter chegado ao limite mínimo de US$ 30. - No auge da especulação, houve quem pedisse US$ 600 mil diários por uma simples sonda. Hoje, a produção já caiu um milhão de barris por dia, o que pressiona os preços de equipamentos e serviços para baixo. Na fase de alta, não havia estaleiro disponível no mundo e, agora, isso vai mudar, a favor da indústria do petróleo - declara, lamentando que essa queda não tenha ainda ocorrido e achando que um novo ciclo de ajustes virá. Revelou que - de acordo com dados liberados pela própria Petrobras - a estatal passará de investimentos de US$ 112 bilhões entre 2008-2012 para US$ 174 bilhões no período 2009-2013. O investimento médio subirá, portanto, de US$ 22,5 bilhões/ano para US$ 34,9 bilhões/ano. Quanto à produção, deverá chegar a 3,5 milhões de barris/dia em 2013 e 5,7 milhões de b/d em 2020, o que qualificou de "fantástico".

Em relação ao Pré-Sal, de Luca - ex-diretor da Petrobras -afirma que a estatal já deve dispor de 80% da tecnologia necessária para explorar a área e, além do mais, contará com capital e tecnologia dos parceiros estrangeiros. Os primeiros testes de longa duração em área do Pré-Sal ocorrerão já em março, com óleo do campo de Tupi. Explica, para leigos, que, em relação à terra, o Pré-Sal seria o "pós-sal", pois o petróleo se encontra mais longe de nós, abaixo da camada de sal. No entanto, em geologia, parte-se do centro da terra e, de baixo para cima, explica-se que a camada seja chamada de Pré-Sal. Tudo indica que, em 2013, o Pré-Sal contribua com 219 mil b/d e, em 2010, forneça 1,8 milhão de b/d, ou seja, praticamente a produção total brasileira de hoje.

FONTE: Monitor Mercantil (S. Barreto Mota)

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